Geração de caixa: um plano para quando parecer que não há alternativas

Como líder, é papel dos empreendedores e empreendedoras assumir a responsabilidade de cada ação, deixando claro para todos na empresa que a prioridade é preservar caixa. A partir desse momento, não existem dias – existem horas. Não deve haver espaço para tentativas e sim para a execução.

Para scale-ups, parece contra intuitivo considerar que caixa é prioridade porque o foco está no crescimento, mas em um momento de instabilidade, é fundamental voltar sua atenção para o caixa.

Algumas dicas práticas para atuar neste momento crítico:

1. Monte uma War Room

  • Nada será feito sem gente e você precisará escolher a dedo as pessoas que estarão contigo nesse momento. Chame essas pessoas e, com muita transparência, comunique o problema e quais as alternativas que estão sendo pensadas.
  • É preciso virar a chave de um modo de crescimento para um modo de sobrevivência. O time inteiro precisa ganhar essa consciência rápido.
  • Não deixe de ter pessoa(s) da área financeira neste grupo, ela(s) quem te darão dados e você precisará se basear neles diariamente. Esse grupo precisará assumir as rédeas do negócio e não há espaço para medo.
  • No momento atual em que todos trabalham em Home Office, crie uma sala online com essas pessoas e que fique ligada 24 horas.
  • As decisões precisam ser ágeis. Se você demora uma semana para tomar uma decisão de redução de custos, por exemplo, isso pode custar caro mais para frente.
  • Uma dica é utilizar a matriz de risco da Sequoia, que mostra como avaliar o retorno do risco das decisões para o negócio.

Fonte: Apresentação do mentor Miguel Simões de Melo, da Bain & Co, em mentoria coletiva para Empreendedores Endeavor do mundo.

2. Lidere pelo exemplo

Não é preciso fingir que está tudo bem ou suavizar a real situação. Você, como CEO ou fundador, precisa liderar pelo exemplo. Isso significa transmitir transparência, apresentar um plano para navegar pela crise e convencer as pessoas do time a embarcarem nesse plano.

  • Além de passar esse senso de urgência para seus liderados, é importante garantir que eles também transmitirão essa mensagem, como líderes, a cada uma das áreas, colocando todo mundo na mesma página.
  • O desespero, nesse momento, é ligado à falta de um plano. Existe uma esfera emocional da crise, mas também existe o lado racional. Qual é o caminho possível para vocês navegarem nesse cenário?
  • Informe o tamanho do problema, mas também conte que existe uma saída lá na frente, como uma luz no fim do túnel, se todos abraçarem essa missão e assumirem um modo de sobrevivência.
  • Mantenha a adaptabilidade, mudando o curso se for necessário. Você como fundador(a) dá o tom da empresa inteira.

Como engajar as pessoas na crise?

O líder também precisa inspirar e cuidar das pessoas, sejam elas time, fornecedores ou clientes. Para fazer isso, temos algumas dicas para que o processo seja mais simples:

  • Seja transparente com as decisões que vai tomar.
  • Dê uma visão de esperança: as pessoas buscam acreditar no que vem depois, na luz no fim do túnel. O líder precisa ser capaz de vender o sonho do que está além da cortina de fumaça para colocar seu plano em pé.
  • Foque nos grandes objetivos: coloque como prioridade as ações que vão ser game changer, ou seja, disruptivas. Foque mais no O – objetivos – do que nos KR – metas que você definiu mas que talvez já não fazem mais sentido pro negócio.

Além disso, para cuidar do time, tenha como principal parceiro a área de Gente e Gestão, que ajuda a:

  • Identificar pontos de stress no time antes deles virarem um caos na empresa;
  • Cuidar da comunicação e evitar decisões que podem ser mal interpretadas;
  • Alinhar os valores mais do que nunca;
  • Revisar continuamente os KPIs essenciais.

3. Escolha as métricas vitais para acompanhamento e faça isso diariamente.

A saúde da empresa é essencialmente monitorada por:

a. Pulso (fluxo de caixa futuro)
Use o regime caixa ao invés do regime de competência. Com isso, você vai perceber sua receita caindo. Busque como antecipação de recebíveis. Qualquer dívida de curto prazo que você puder tomar nesse momento, tome.

b. Respiração (vendas e retenção de clientes)
Manter um cliente é mais fácil que adquirir outro e o gasto para aquisição já incorreu. Busque formas de engajar a base de clientes ativos para mantê-los vivos, pois quando a demanda voltar, elas voltarão a comprar com você e não o
concorrente.

Na aquisição de novos clientes, o foco são canais orgânicos! Não trabalhe com aquisição que venha a consumir caixa é preciso ser criativo (ex. Ações de member get member);

c. Batimento cardíaco (margem de contribuição)

Corte gastos de qualquer produto que não tenha margem positiva.

Fonte: Apresentação do mentor Miguel Simões de Melo, da Bain & Co, em mentoria coletiva para Empreendedores Endeavor do mundo.

4. Corte de gastos

Olhe para sua cadeia de valor e identifique o que é essencial para a operação do core business não parar, os demais gastos, corte imediatamente. Na dúvida, corte o gasto e se necessário contrate ou compre novamente. Ex. no caso de um e-commerce seriam essenciais os fornecedores de matéria prima, transportadoras, servidores de nuvem, ferramenta de push notification para comunicação com clientes ativos…

Se a empresa inteira tiver consciência desse plano, deixe claro que qualquer projeto não relacionado a essa missão deve ser colocado em stand by para que os esforços estejam concentrados no caixa.

4.1. Despesas administrativas

  • Comece por elas: cartões corporativos, viagens e ferramentas que não essenciais para a operação continuar rodando.
  • Mantenha apenas os advogados e serviços terceirizados de back-office que sejam essenciais para seu negócio e corte seu próprio salário – é preciso dar o exemplo para que o restante do time tenha empatia e também mude a mentalidade.
  • Corte todos os gastos com desenvolvimento de novos produtos e pare de vender os produtos que não geram retorno no curto prazo, lembre-se: margem de contribuição positiva.
  • Se necessário, pare de pagar o aluguel e peça renegociação do contrato.

4.2. Fornecedores de matéria prima

Prorrogue o pagamento por pelo menos 60 dias e não tenha vergonha a respeito, você sempre honrou seus compromissos e o momento é crítico! Tenha consciência e comunique que essa medida visa perpetuar o próprio relacionamento de longo prazo entre vocês.

4.3. Impostos

Fique atento as todas as medidas que o governo está adotando e comunicando em relação a isso. Em casos extremos (poucas semanas de caixa) segure o pagamento e em um segundo momento, pague com as devidas multas incorridas.

4.4. Bancos

  • São credores de curto prazo e seu rating será considerado para contratação de novas dívidas. Para isso o histórico de “bom pagador” é essencial. Busque renegociações de prazos de carência e taxas, mas evite prejudicar sua análise de crédito – nos próximos meses eles serão seus principais credores e não os fundos de investimento.
  • Em casos extremos (poucas semanas de caixa) não entre em contato com stakeholders para negociar e sim comunicar;

4.5 Negociação de contratos de locação

  • Entenda bem quem está do outro lado. Cada locador tem realidades e motivações diferentes, principalmente de acordo com a tipologia e tamanho. Tenha clareza do nível de dependência do locador sobre a sua operação ou se ele tem interesse em locar imóveis para você no futuro.
  • Entre no detalhe financeiro. Imóveis são investimentos, então seguem a lógica de risco e retorno. Portanto, quando essa relação está gerando margem muito alta, há margem para negociação. Quanto vale o imóvel? Quanto foi investido? Quantos % disso você paga de aluguel?
  • Qual o objetivo esperado na negociação? É preciso sair do empírico e pedir desconto baseado em fundamento. Por que estou pedindo 10% de desconto? Isso conversa com meus resultados? Isso deixa meus resultados dentro do azul? Dentro disso, vale enviar comunicações/negociações no detalhe, a carta padrão de renegociação tende a não convencer ou sensibilizar.
  • Tenha em mente qual é seu valor alvo, ou seja, aquele que traria bastante rentabilidade para a operação de forma factível. Mas também seu valor de reserva, ou seja, o mínimo de desconto necessário para viabilizar sua operação. Esses dois valores te ajudam a fazer a ancoragem da negociação.
  • Se você não atingir um acordo, qual é seu BATNA (Best Alternative to a Negotiated Agreement), ou seja, qual é o mínimo acordo possível que pode ser feito? Você pode quebrar caso essa negociação falhe? Pode buscar outros imóveis? Pense em planos B, C e D. Pense também qual é o BATNA do seu locador.
  • Não blefe. Não ameace sair do imóvel se não tem intenção de sair.
  • Use o cenário econômico para embasar seu pedido de renegociação. Indicadores como o Índice FipeZAP, a retração da sua indústria, IGP/IGPM, CDI, SELIC ou IBOVESPA podem servir de sustentação.
  • Alinhe o desconto pedido ao seu plano de negócios, mostrando sua real necessidade.
  • Em redes de varejo, grandes locadores ou shopping centers, é possível negociar também publicidade, bonificação, taxas de condomínio, 13º aluguel e outras taxas que podem fazer diferença no aumento do faturamento ou na redução dos custos.
  • É possível atrelar descontos a uma extensão de contratos de locação. Ou ainda, relacionar o valor do aluguel com o possível êxito do negócio, a partir dos resultados dos meses seguintes.

Depois de ler e considerar quais dessas dicas são aplicadas à sua realidade, lembre-se que o conjunto de todos os fatores gera um resultado positivo para o futuro da sua empresa, e também do seu time.

Em momentos como esse, temos a responsabilidade – e o desafio – de agirmos como verdadeiros exemplos para o país. Estamos todos, ao redor do mundo, em um túnel com pouca luz, sem saber o que nos espera logo à frente, com a repercussão econômica dessa crise. Precisamos, por isso, de coragem para dar um passo depois do outro.

 

Fonte: https://endeavor.org.br/

Quais os passos necessários na hora de abrir um negócio?

Você já parou para pensar quais são os primeiros passos para abrir um negócio? Muitos brasileiros têm o sonho de empreender, mas não sabem bem como começar. Afinal, a burocracia para abrir uma empresa é grande, especialmente no Brasil.

Em outras palavras, é preciso separar uma série de documentos, conversar com profissionais especializados no assunto e elaborar o plano de negócios. Por isso, é natural ter certas dúvidas de como lidar com este processo.

Porém, ao entender como este funciona, fica claro que não é tão difícil assim. Portanto, este post mostra alguns dos passos necessários para abrir um negócio. Confira.

Consulte os profissionais adequados para abrir um negócio

Antes de mais nada, é crucial contar com a ajuda de dois profissionais para a abertura de uma empresa: o contador e o advogado.

contador garante que toda a documentação necessária para abertura da empresa estará em dia. Além disso, recomenda o sistema de tributação que faz mais sentido para o negócio, de modo que você possa economizar.

Em certos casos, o contador também ajuda a montar um cronograma para o pagamento de tributos e a época ideal para o balanço. O aspecto financeiro é um dos principais para qualquer empresa. Logo, contar com um serviço de contabilidade é essencial.

Por outro lado, o advogado ajuda o empreendedor a elaborar outros documentos da empresa. Um exemplo, é o contrato social, essencial para a estrutura de qualquer negócio.

Outra forma como o advogado ajuda é na questão trabalhista. Ele garante que a empresa está de acordo com a legislação no momento da contratação de seus colaboradores.

Faça as consultas e monte a estrutura para abrir um negócio

Uma vez que o empreendedor conte com o apoio dos profissionais adequados para abrir um negócio, pode se focar nos aspectos mais práticos.

Primeiro de tudo, é preciso fazer duas consultas: a viabilidade de nome na Junta Comercial e a consulta de endereço, para saber se a atividade pode ser realizada na sede da empresa.

Outro ponto crucial é registrar a marca. Afinal, este é um investimento essencial para proteger a empresa.

Caso alguém registre o mesmo nome, não importa que seu negócio já esteja consolidado, você precisará mudar. Além disso, é a única forma de se proteger se outra pessoa quiser usar seu nome.

Com todos os pontos acima resolvidos, você lida com a parte mais burocrática de abrir um negócio. Agora, comece a pensar em como funcionará o negócio em si. Para tanto, o ideal é fazer pelo menos 3 planejamentos distintos:

  • Marketing: é essencial investir em Marketing, especialmente para quem quer abrir um negócio. A função primordial desta disciplina é dizer para o público que você existe. Logo, é essencial para uma empresa nova;
  • Logístico: o planejamento logístico ajuda a entender como funciona o seu negócio, na prática. Como é o dia a dia? Como são comprados os materiais? Todas estas perguntas são importantes;
  • Financeiro: possivelmente, o ponto mais importante para abrir um negócio. O planejamento financeiro garante a saúde da empresa, no curto, médio e longo prazo.

O sonho de abrir um negócio não é impossível. Os passos acima trazem o básico do que é necessário para satisfazer o desejo do empreendedor. Portanto, se você tem esta ambição, entenda melhor cada um deles.

Como capturar demanda e operar o delivery durante a crise

O mundo mudou, pessoas não estão na rua, não vão mais almoçar ou jantar em restaurantes, os shoppings e as praças de alimentação estão fechados. Sendo assim, os hábitos não são mais os mesmos e o delivery é a melhor oportunidade para a sobrevivência dos restaurantes.

Neste cenário, como os restaurantes podem reinventar e operar somente no delivery? Como capturar demanda e mudar toda a operação em tempo recorde? É possível sobreviver em um mundo diferente e completamente novo? Não existe resposta correta, mas te garantimos que é possível. Confira as dicas dos nossos mentores a seguir.

Foco para navegar pelo seu GPS e não pela maré

Dessa forma, para navegar na crise, é preciso ter em mente três pilares:

  1. Pessoas: acima de tudo, você precisa saber como preservar os colaboradores e clientes;
  2. Caixa: como proteger o capital, a sobrevivência do negócio e se preparar para a retomada;
  3. Operação: como transformar um restaurante em delivery, já que é a melhor opção para deixar a chama acesa.

Como mudar a operação para o delivery durante a crise 

Primeiramente, olhe para dentro: entenda como está seu negócio, quantos meses de caixa o restaurante tem, como estão os pagamentos e como é possível economizar e reduzir as despesas. Para isso, converse com seus funcionários e fornecedores abertamente e tente renegociar os pagamentos para que seu fornecedor também não quebre.

É preciso começar testando: venda somente por um canal nos primeiros dias, seja telefone ou uma plataforma online e saiba aprender rápido, avalie diariamente se está dando certo e se chegou a hora de alçar novos voos.

Existem diversas possibilidades para fazer delivery:

  • Telefone: divulgue um canal de telefone específico para o delivery – mas, cuidado para não sobrecarregar a linha e cair no ocupado; ou ficar muito tempo sem atender.
  • Whatsapp: o aplicativo possui diversas funcionalidades que ajudam na divulgação, seja via lista de transmissão ou ativação individual da lista de contatos. A saber, o ideal é criar um relacionamento para que o cliente salve seu número, facilitando o próximo pedido.
  • Plataformas: neste momento, não precisa ser exclusivo somente de uma plataforma, você pode ser parceiro estratégico de todas, seja iFood, Rappi, UberEats ou qualquer outra que faça sentido para o seu negócio.

Operar via delivery não é somente ter um canal de contato, se conectar com uma rede de entregadores ou se cadastrar na plataforma. É preciso fazer ajustes no cardápio, considerando o tempo de deslocamento, entender a melhor embalagem e o tamanho das porções. Dessa forma, não esqueça que, na plataforma, os preços podem ser mais caros para compensar os novos custos.

Tenha sempre em mente que as coisas podem dar errado. E, quando isso acontecer, assuma o erro e peça desculpas, seja pessoalmente ou publicamente em seus canais digitais.

Quanto mais eficiente você for, mais rápido o cliente volta.

Marketing em tempos de delivery

A principal estratégia de marketing é como você se posiciona nas plataformas e quais  promoções pode fazer. As redes sociais são muito úteis neste momento, elas conseguem promover restaurantes que operam tanto em plataformas quanto via telefone ou whatsapp.

Para se destacar nas plataformas, é preciso fazer promoções. Por isso, utilize os cupons, entenda quais são melhores para o seu ticket médio. Aproveite também os descontos de primeira compra para oferecer uma boa experiência para seu cliente.

Giveback

Agora, as pessoas estão consumindo de negócios que pensam no coletivo e se preocupam com a saúde e bem estar dos seus clientes, fornecedores e colaboradores. Por isso, tenha o giveback sempre como foco. Não deixe comida sobrando no estoque, procure ONGs e hospitais para  fazer doações.

Tenha total transparência em sua operação e mostre como os processos são feitos. Milhares de pessoas estão indo trabalhar para que milhões fiquem em casa. E os restaurantes fazem parte dessa cadeia, levando comida para quem está de quarentena. Portanto, tranquilize-os com suas medidas de segurança.

Lições aprendidas

É preciso se dar o direito de repensar a estratégia sempre, seja uma vez por semana ou no começo de cada mês. Sendo assim,  seja você dono de um restaurante ou de um grupo, faça reuniões diárias com o time para avaliar como foi o dia anterior e levantar as lições aprendidas.

Ademais, se você possui franquias, converse com seus franqueados diariamente, entenda o que está dando certo para cada um, escute suas dores e dificuldades. E, também, conte boas histórias e engajá-los com positividade.

Além disso, seja claro com seus fornecedores e busque chegar em um valor bom para que você consiga fazer promoções mais agressivas.

O seu foco deve ser girar estoque e gerar dinheiro para pagar os funcionários e fornecedores.

Tenha sempre em mente que você irá aprender algo novo todos os dias. Esse período vai ser uma escola de como ser mais eficiente e se adaptar às mudanças. Portanto, leve os aprendizados para o futuro do seu negócio, incorpore o delivery na sua operação e potencialize o seu restaurante.

 

Fonte: https://endeavor.org.br/

Alvará de funcionamento: Veja o que você precisa saber sobre o assunto

Toda empresa que deseja iniciar o seu negócio ou que já esteja estabelecida no mercado precisa apresentar um documento que legalize a sua atividade.

Trata-se do alvará de funcionamento. É por meio dele que todos os tipos de estabelecimentos comerciais, industriais ou prestadores de serviços ficam autorizados a funcionar.

O documento é concedido logo no início de qualquer negócio, sendo concedido pela Prefeitura ou outro órgão governamental do âmbito municipal.

Nele, é garantido o direito de serem exercidas determinadas atividades nos locais referidos, assegurando que os mesmos cumpram com as normas de funcionamento exigidas.

De posse do alvará de funcionamento, a empresa comprova, junto aos órgãos de fiscalização, bem como fornecedores, clientes e demais envolvidos, a sua aptidão para desenvolver atividades e serviços naquele local.

Emissão e características do alvará

Para que o documento seja emitido pela primeira vez, de maneira provisória, o responsável precisa preencher um requerimento em que conste o número da inscrição imobiliária do local ou o IPTU.

Junto com este dado pode ser solicitado ainda um laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros.

O responsável precisa ter a posse da seguinte documentação:

– Planta do imóvel onde o negócio pretende funcionar;

– Cópia do recibo do IPTU pago;

– CPF e RG;

– Cadastro do contribuinte mobiliário;

– Setor, quadra e lote do imóvel;

– Declaração de atividade, em que conste o objetivo pelo uso do imóvel;

– Certificado de conclusão de imóvel recém-construído.

Pode ser cobrada uma taxa a ser paga e, na sequência, um fiscal municipal vai comparecer ao estabelecimento para verificar as condições de funcionamento, avaliando a sua adequação ou não ao negócio.

Com o aval positivo para o funcionamento do estabelecimento, o alvará liberando a atividade pretendida no local é emitido.

O alvará de funcionamento é obrigatório para todo tipo de negócio que esteja aberto à circulação de público. Estão incluídos nesta regulamentação:

– Farmácias;

– Teatros;

– Cinemas;

– Bares;

– Lanchonetes;

– Restaurantes;

– Salões de beleza;

– Fábricas;

– Estádios;

– Dentre outros espaços.

O documento apresenta quatro variações, de acordo com a atividade desenvolvida pela empresa.

O Auto de Licença de Funcionamento (ALF) é válido para imóveis não residenciais que instalem atividades comerciais, industriais ou de serviços.

O Auto de Licença de Funcionamento Condicionado (ALF-C) se ajusta às edificações que estejam irregulares ou inscritas no Cadastro Informativo Municipal.

Já o Alvará de Funcionamento de Local de Reunião (ALF), é necessário para todo local que comporte uma reunião de público igual ou superior a 250 pessoas.

Há ainda o Alvará de Autorização para Eventos Públicos e Temporários, destinado para os locais que reúnam, mesmo que temporariamente, mais de 250 pessoas, em espaços públicos ou privados.

Importância do alvará

Estabelecimentos enquadrados nas condições que exigem a posse de alvará e que não o apresentam se colocam em situação irregular junto à Prefeitura.

Neste sentido, são passíveis de autuação, multas e até impedimentos para funcionar.

Um local comercial ou para fins de prestação de serviços que receba um fluxo considerável de pessoas e que não apresente o alvará de funcionamento descumprirá a lei e pondo em risco todos os envolvidos no negócio.

O recomendável é que o alvará fique localizado em um espaço visível do estabelecimento para facilitar o trabalho de eventuais fiscalizações.

Receita explica como pedir regularização de CPF por e-mail

Mais de 1,2 mil servidores da Receita Federal em todo o país participaram, entre os dias 10 e 12 de abril, de um mutirão de regularização de CPF. Foram atendidas mais de 90 mil solicitações de regularização e no início desta segunda-feira (13), restavam pouco mais de 7 mil pedidos não analisados.

Somente no estado de São Paulo, mais de 430 servidores da Receita Federal participaram do mutirão de regularização de CPF. Juntos, eles responderam a mais de 36 mil mensagens enviadas por contribuintes para uma caixa postal eletrônica criada exclusivamente para atender a demandas relacionadas ao CPF, informou a Receita Federal.

e-mail corporativo começou a funcionar no dia 19 de março para evitar que os contribuintes saíssem de casa durante a pandemia da covid-19. A procura pelo serviço aumentou nos últimos dias por conta do cadastro para o Auxílio Emergencial oferecido pelo governo federal em decorrência da crise causada pela situação de emergência. Um dos requisitos para o recebimento do benefício é a regularidade cadastral no CPF.

Além do mutirão, a Receita Federal finalizou, no sábado, o processamento dos CPFs com pendências de natureza eleitoral nas bases administradas pela Instituição.

Após a regularização na Receita Federal, o usuário deve aguardar a atualização do CPF na base de dados do aplicativo da Caixa Econômica Federal.

Orientações

Para o contribuinte que ainda estiver com problemas relativos ao CPF no cadastro do Auxílio Emergencial, a Receita Federal orienta que, preliminarmente, o cidadão acesse novamente o aplicativo da Caixa, em diferentes períodos do dia, buscando seu cadastramento, pois a habilitação pode não ser possível na primeira tentativa.

Persistindo a impossibilidade na habilitação por pendência no CPF no aplicativo da Caixa, verifique se o seu CPF encontra-se na situação “Regular” por meio da consulta no site da Receita Federal na Internet.

Se o CPF estiver regular, qualquer restrição apresentada pelo aplicativo Caixa – Auxílio Emergencial não deve estar relacionada a uma pendência com a Receita Federal.

A Receita diz ainda que é importante que o cidadão verifique, no ato do preenchimento do aplicativo Caixa – Auxílio Emergencial, se o seu nome, o de sua mãe e sua data de nascimento coincidem com os dados constantes na base da Receita Federal.

Caso o cidadão confirme que tenha a necessidade de regularizar dados do CPF, isso poderá ser feito gratuitamente pelo site da Receita Federal na Internet pelas seguintes opções:

– preferencialmente pelo formulário eletrônico “Alteração de Dados Cadastrais no CPF”;

– Pelo chat RFB.

Para os casos em que não for possível regularizar pelo site, o atendimento poderá ser efetuado via e-mail corporativo da Receita Federal ou presencialmente em uma das unidades da Receita.

No caso do e-mail corporativo, o cidadão deve enviar a mensagem com o pedido de regularização com documentos anexados (a lista está no site da Receita).

Jurisdição por estado e respectivos e-mails corporativos:

1ª Região Fiscal (DF, GO, MT, MS e TO) – atendimentorfb.01@rfb.gov.br

2ª Região Fiscal (AC, AM, AP, PA, RO e RR) – atendimentorfb.02@rfb.gov.br

3ª Região Fiscal (CE, MA e PI) – atendimentorfb.03@rfb.gov.br

4ª Região Fiscal (AL, PB, PE e RN) – atendimentorfb.04@rfb.gov.br

5ª Região Fiscal (BA e SE) – atendimentorfb.05@rfb.gov.br

6ª Região Fiscal (MG) – atendimentorfb.06@rfb.gov.br

7ª Região Fiscal (ES e RJ) – atendimentorfb.07@rfb.gov.br

8ª Região Fiscal (SP) – atendimentorfb.08@rfb.gov.br

9ª Região Fiscal (PR e SC) – atendimentorfb.09@rfb.gov.br

10ª Região Fiscal (RS) – atendimentorfb.10@rfb.gov.br

O Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) da Receita em São Paulo elaborou um vídeo para explicar como obter serviços relacionados ao CPF a distância:

 

Fonte: https://administradores.com.br/